Patisserie Versailles
Houve um tempo em que era chique sair para tomar chá nos salões de chá e nas pastelarias que, um pouco por toda a Europa, iam abrindo, qual delas a mais bonita e carismática. Eram sítios onde se ia para ver e ser visto, socializar, debicar ou bebericar. As senhoras vestiam-se bem, os homens aperaltavam-se, a vida nas cidades Europeias tinha um novo fulgor de esperançosa paz depois da Guerra de 1914-1918. Em Lisboa, nos loucos anos vinte, muito ao jeitinho português de trazer lá de fora o que se fazia e dizia, abria, no bairro “Avenidas Novas” uma patisserie. Versailles, no seu luminoso esplendor, dá o nome e a inspiração à Patisserie Versailles, inaugurada a 25 de Novembro de 1922.Propriedade da firma “Antunes e Vinhais, Lda.”, cujos sócios eram Salvador José Antunes e José Monteiro Vinhais, o interior desta pastelaria parece mesmo a reprodução dos salões do Palácio de Versailles. Espelhos enormes e pinturas nos tectos, detalhes Art Nouveau, empregados fardados a rigor, trazem até nós, em Lisboa, o charme de um verdadeiro clássico café europeu. No dia seguinte à inauguração, o “Diário de Lisboa” escrevia:
(excerto do Diario de Lisboa de 26 de Novembro de 1922)
